Apresentação do livro "Névoa na sala" do escritor moçambicano Mélio Tinga

Editado pela The Poets and Dragons Society e distinguido com o Prémio Mia Couto 2025 (melhor livro do ano), “Névoa na sala” conta a história de um homem que acaba acidentalmente nas trincheiras de uma guerra no Norte de Moçambique e que, ao regressar, é perseguido pelos fantasmas da guerra. Passa, por isso, parte da sua vida num hospital (imaginário) especializado em traumas e depressão, onde acaba por se apaixonar.
O romance é narrado a partir de três vozes diferentes que, atravessam a dor, o amor, a morte, o fantástico e a desilusão face a um mundo imperfeito. “Escrito a partir de uma experiência africana da violência e do desamparo, histórica, política e íntima, 'Névoa na Sala' recusa qualquer forma de exotismo ou reconciliação fácil. Entre monólogos dilacerantes e poemas inscritos nas paredes de um espaço fechado, o livro constrói uma cartografia implacável do trauma, onde o amor surge simultaneamente como abrigo precário e força destrutiva.” – adianta a editora na nota de apresentação do livro.
A apresentação em Coimbra, com entrada livre, terá lugar a 28 de Maio, quinta-feira, pelas 17h00, na Sala Jorge Pais de Sousa da Cena Lusófona. Estará a cargo de Catarina Martins, Professora Associada e Coordenadora da Secção de Estudos Germanísticos Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sessão é uma das três apresentações marcadas para Portugal, depois do Porto (27 de Maio, 18h00, Biblioteca Almeida Garrett) e antes de Lisboa (31 de Maio, 15h00, Feira do Livro).
Galeria
Mélio Tinga
Mélio Tinga (Maputo, 1994) é escritor de ficção, designer de comunicação e professor universitário. Autor de dez livros publicados em Moçambique, Portugal e Brasil, foi distinguido com Prémio Literário Mia Couto 2025 – Melhor Livro do Ano (“Névoa na sala”) e com o Prémio Literário Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Eugénio Lisboa 2020 (“Marizza”). Vários dos seus textos foram adaptados para teatro e cinema. Em 2024, foi nomeado uma das 100 Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia pela revista “Bantumen” e seleccionado para a bolsa AléVini, pela Comissão do Oceano Índico (COI). Em 2023, venceu a Residência Literária de Lisboa e recebeu o Prémio das Indústrias Culturais e Criativas (PREICC), atribuído pelo Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique. É ainda vencedor do BLOG4DEV 2021, do Banco Mundial, e do prémio de letras de música SensaSons (2012). É co-fundador da Catalogus e vice-presidente da Associação Cultural da Universidade Pedagógica de Maputo (ACUP).
A presença do autor em Portugal nesta fase conta com o apoio do programa Cultiv’Arte, promovido pelo Mistério da Educação e Cultura de Moçambique e financiado pela União Europeia.
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