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Festival de Almada: de 4 a 18 de julho

A 43ª edição do Festival de Almada regressa entre 4 e 18 de julho e apresenta 19 espetáculos, distribuídos por oito salas e espaços culturais de Almada e Lisboa. A programação inclui 12 produções estrangeiras e sete portuguesas.
Notícia
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Sandra Nogueira

Durante duas semanas, Almada volta ser o palco de inúmeras propostas de teatro, dança e artes performativas nacionais e internacionais, trazendo ao público criadores como o alemão Peter Stein, os suíços Christoph Marthaler e Milo Rau, a belga Anne Teresa De Keersmaeker, o sérvio Josef Nadj, o espanhol Israel Galván, ou o francês Mohamed El Khatib.

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Além dos espetáculos, o festival volta a apostar numa programação paralela que inclui concertos, exposições, encontros com artistas e iniciativas de formação teatral.

A abertura acontece a 4 de julho com “Danse Macabre”, de Martin Zimmermann, espetáculo que será transmitido em direto pela RTP2. Situada entre o teatro, a dança e o novo circo, a criação transporta o público para uma lixeira transformada em cenário, onde três figuras marginalizadas procuram sobreviver e criar ligações humanas.

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Nos dias 5 e 6 de julho, o encenador alemão Peter Stein, de 88 anos, apresenta o espetáculo “Platónov”, primeira peça de Anton Tchekhov, centrada na figura de um homem talentoso incapaz de encontrar o seu lugar no mundo. O espetáculo sobe ao palco do Teatro Municipal Joaquim Benite.

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Nos dias 17 e 18, o mesmo espaço recebe “Le Sommet”, criação do suíço Christoph Marthaler, co-produzida pelo Piccolo Teatro di Milano. A peça apresenta uma reflexão sobre a Europa contemporânea através de uma metáfora marcada por desencontros linguísticos, culturais e políticos.

Anne Teresa De Keersmaeker estreia-se no Festival de Almada com “BREL”, espetáculo inspirado na obra de Jacques Brel e construído em colaboração com o bailarino Solal Mariotte. A criação cruza dança contemporânea e canção popular num diálogo entre diferentes gerações. Será apresentada nos dias 11 e 12 de julho, no Centro Cultural de Belém.

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Josef Nadj regressa ao festival acompanhado pelo bailarino Ivan Fatjo para apresentar “Dialogues dans le rêve”, uma obra inspirada na poesia de Dezso Tandori que explora as fronteiras entre o corpo orgânico e o artificial. O espetáculo decorre a 8 de julho, no palco grande da Escola D. António da Costa.

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Também em destaque está “Israel & Mohamed”, criação do bailarino espanhol Israel Galván e do encenador francês Mohamed El Khatib. A partir das suas histórias pessoais e familiares, os dois artistas constroem um espetáculo que une flamenco e teatro documental e que estará em cena no dia 14.

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A Companhia de Teatro de Almada apresenta a estreia de “Saudações”, baseada em três peças curtas de Eugène Ionesco. A produção reflete sobre as falhas da comunicação humana através do absurdo e poderá ser vista no Teatro Municipal Joaquim Benite, entre os dias 5 e 17 de julho.

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Nos dias 7, 9 e 11 de julho, o Teatro Meridional, apresenta, no Fórum Municipal Romeu Correia, “Happy Days”, de Samuel Beckett, a mais recente criação encenada por Miguel Seabra, e nos dias 13 e 14, o Teatro Nacional São João leva a cena “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues.

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A programação integra ainda “Variedades”, espetáculo que assinala o centenário do Teatro Variedades através de uma narrativa coletiva sobre o Parque Mayer, bem como “Burn Burn Burn”, da Companhia Os Possessos, apresentado a 10 de julho e inspirado em “Fahrenheit 451”, retratando uma sociedade onde os livros são proibidos e a leitura se transforma num gesto de resistência.

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O encerramento do festival acontece no dia 18 de julho com “A Gaivota”, de Tchekhov, encenada por Christian Benedetti.

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Toda a programação pode ser consultada aqui.