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Festival Tanto Mar em Loulé

A 7ª edição do festival Tanto Mar regressa a Loulé, de 26 a 30 de maio, dedicado ao intercâmbio artístico entre seis países de língua portuguesa: Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal.
Notícia
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2026
Sandra Nogueira

O evento decorre em vários espaços da cidade, com destaque para o Cineteatro Louletano, reunindo propostas de teatro, dança, música, performance, literatura e audiovisual.

A abertura oficial será no dia 26 de maio, às 18 horas, no Arquivo Municipal de Loulé, com a iniciativa «Tantas Conversas». A sessão inclui a apresentação pública do programa, dos participantes e um debate aberto moderado por Felipe Martinez, ator, encenador e escritor brasileiro.

Na quarta-feira, dia 27 de maio, às 11 horas, o Largo de São Francisco acolhe um workshop de dança contemporânea de matriz cabo-verdiana, dirigido por Mano Preto, que propõe uma imersão nas raízes rítmicas e simbólicas daquela cultura, transformadas em movimento contemporâneo.

À noite, às 21 horas, o Cineteatro Louletano recebe «Memorabília», do grupo Alma d’Arame. O espetáculo de objetos e formas animadas parte de objetos do quotidiano para refletir sobre memória individual e coletiva, bem como sobre as transformações sociais e culturais ao longo do tempo.

A 28 de maio, às 17h30, a Biblioteca Municipal recebe a apresentação do livro «Sol e Suor», de Abdulai Sila, numa sessão que conta com a colaboração da Associação Terra Irmã. O romance aborda a história de dois gémeos separados à nascença, explorando contrastes sociais, crenças e destinos moldados por contextos distintos.

No mesmo dia, às 21 horas, sobe ao palco «Mar Me Quer», adaptação de um conto de Mia Couto pelo grupo Haya-Haya. O espetáculo cruza teatro, música e movimento para abordar temas como a saudade, a infância e a relação simbólica entre o mar e as pessoas.

Na sexta-feira, dia 29 de maio, a agenda começa às 16 horas, na Associação Alfaia, com a exibição do documentário «Os Katalekó – Identidade de um Povo», de Nelson Ndongala, que retrata a identidade cultural de comunidades do sul de Angola, a partir de imagens de paisagem, indumentária e tradição oral.

À noite, às 21 horas, o Cineteatro Louletano acolhe «Entre Mares e Marés», criação dos grupos Luzes ao Palco e Estrelas em Palco. O espetáculo performativo centra-se em histórias de resistência, amor e conflito num contexto de dominação colonial no século XIX.

O festival encerra no sábado, dia 30 de maio, às 21 horas, com o concerto de Kaê Guajajara. A artista indígena brasileira apresenta «Forest Club», um espetáculo que cruza sonoridades pop e eletrónicas com temas de identidade, espiritualidade e resistência.

O Festival Tanto Mar é organizado pela Folha de Medronho – Associação de Artes Performativas, em coprodução com o município de Loulé e o Cineteatro Louletano.